Hoje, Savo Kusić está focado em janelas de madeira, janelas de madeira-alumínio, janelas personalizadas, portas e pedidos de orçamento. Este texto permanece como um arquivo da teoria estrutural e não é uma oferta de projeto estático, cálculos de estabilidade ou reabilitação estrutural.

Equação diferencial de flambagem na flexão

Supõe-se que todas as idealizações sejam satisfeitas, especialmente

  • que a haste está perfeitamente reta
  • que a carga P atua no eixo da haste
  • que as tensões permaneçam abaixo do limite de proporcionalidade
  • que as deformações são suficientemente pequenas para permitir as simplificações habituais dos cálculos.

Se a haste dobra sob a ação da força P e talvez também devido à carga q atuando na direção transversal, então as condições conhecidas de equilíbrio entre as cargas externas e as forças na seção devem ser satisfeitas. Além disso, é natural que sejam conhecidas relações entre deformações e forças na seção.

Equilíbrio do elemento diferencial da haste sob flambagem e flexão

Fig. 1 - Saldo

Na fig. 1 é um elemento de haste dobrada de comprimento ds. A inclinação da tangente v’ é pequena de modo que até a segunda ordem o comprimento do elemento pode ser definido para ser igual à projeção ds=dz. Além disso, nos testes mencionados abaixo, não serão levados em consideração os casos em que P muda constantemente ao longo do eixo da haste, ou seja, força normal NP=const. Nas três condições de equilíbrio disponíveis para o elemento, um certo número de membros pode então ser desprezado. Para marcações e sinais da fig. 10 então permanece na primeira aproximação da equação

N=P,   M’=Q,   Q’=-q+Pv’’.

A força transversal pode ser eliminada e então M’‘=Pv’’-q se mantém. A lei de Bernoulli M=-EI/R fornece a equação que falta. A curva do eixo da haste, como de costume, da teoria da flexão da viga, é simplificada da seguinte forma

Expressão para curvatura do eixo da haste, desenho 1082

É assim possível eliminar o momento fletor; e com M=-EI*v’’ a equação diferencial para a haste dobrada

(EI*v’‘)’’ + Pv’’ = q.   (1)

No caso especial de rigidez à flexão constante EI=const. a equação (1) é simplificada, então é

EIv’‘’’ + Pv’’ = q.   (1a)

Eq. (1) e (1a) são lineares em v de acordo com as simplificações mencionadas.

Praticamente, o caso mais simples de rigidez à flexão constante EI=const. é particularmente importante, que serve de base para os exemplos abaixo.

Caso de Euler

As suposições para o caso clássico de flambagem são, além das idealizações mencionadas: p=0, então N=const.=P, bem como rigidez constante sem atrito, que fica exatamente no eixo da haste. A equação diferencial ordinária (1a) é de quarta ordem, linear e homogênea devido a q=0. A solução geral é:

v(z) = A_∙_sin__αz + B∙cosαz + C∙z + D, (2)

onde A, B, C, D são as quatro constantes de integração. O parâmetro é de tamanho finito devido à suposição EI≠0. Além disso, α≠0 para P>0.

O caso de Euler de uma haste prensada articulada, fig. 12

Fig. 2

Como a equação diferencial linear (1a) é homogênea, este problema também é resolvido por n_∙__v(z)_, onde n é uma constante arbitrária. Já a partir da classificação matemática da equação diferencial (1a) pode-se observar que a magnitude da flexão v não pode ser determinada. Para determinar as constantes de integração A, B, C, D no caso Euler\ (fig. 2) as seguintes condições de contorno estão disponíveis: Devido ao apoio articulado, o momento fletor é zero em ambas as extremidades da haste, ou seja,

v=0 e M=0 para z=0

v=0 e M=0 para z=s.

Devido a M=-EI_∙__v’‘_, segue-se que M=0 é o valor de v’’=0, então as quatro condições de contorno são lidas:

v=0 e v’’=0 para z=0

v=0 e v’’=0 para z=s.

A solução (2) resulta assim em quatro equações lineares:

Sistema de equações homogêneas de condições de contorno, expressão 5

Eq. 3

Essas quatro equações homogêneas têm a primeira solução chamada trivial A=B=C=D=0, que corresponde a v(z)=0. A haste não dobrada v_(z_)=0 é a posição de equilíbrio usual para valores arbitrários, especialmente pequenos, de carga P. Aqui, estamos principalmente interessados ​​nas condições sob as quais a haste se dobra, ou seja, que v(z)≠0. As equações (3) não possuem uma solução tão trivial com A, B, C, D ≠ 0 somente se o determinante do coeficiente for igual a zero.

Determinante dos coeficientes para a condição de flambagem, expressão 5a

Um. 3a

A partir das condições de flambagem Δ = α4∙s∙sinαs = 0 mpodemos calcular os valores críticos PK da carga. Esta equação é satisfeita apenas se sin αs = 0, ou seja, para αKms = com m=1,2,3,… Os valores correspondentes da força de flambagem de Euler são PKm =EI_∙_α2Km = EI(/s)2. Para cada valor de m, obtém-se uma certa força de flambagem. Na maioria dos casos, apenas a menor destas forças é de interesse, e isso

PK1=EI(π/s)2.

Na versão seguinte, haverá um índice m, ou 1 principalmente omitido, referindo-se à menor das cargas críticas. De interesse é a linha elástica correspondente. De um (2) constantes B=C=D=0 são obtidas. A condição restante é Asin__αs=0. A linha de flambagem elástica para o caso acima m=1 é, portanto, v(z) = A_∙sinπz/s_, onde v(z) é para αK resp. PK autofunção correspondente. A magnitude de A permanece indeterminada.

Vamos dar uma outra olhada em toda a área de carga. Para valores arbitrários de P, especialmente para forças P_<_PK1 é v(z)=0, a haste permanece reta.

Na teoria clássica de estabilidade, sob carga “aumentando gradualmente” P entende-se uma série consecutiva de valores P, onde a estabilidade do caso de carga observado será testada repetidamente para cada nível individual de carga P. Durante o teste de estabilidade, o tamanho de P permanece certamente inalterado. Se um estado P for determinado como estável, então a carga aumenta em alguma coisa e, portanto, o teste de estabilidade é repetido. Esta determinação precisa é necessária para que não haja confusão com o tipo de carga, que é a base do efeito Shanley, no qual há um aumento da carga enquanto pequenas perturbações atuam ao mesmo tempo. Ao examinar a estabilidade de acordo com Shanley, na área de flambagem plástica, ocorre uma força de bifurcação menor do que com o método clássico de consideração.

As considerações a seguir assumem a primeira forma de aumento de carga: Em um aumento gradual da carga P neste sentido, chega-se a PK1=EI_∙(π/s)_2 primeiro em um ponto de bifurcação do equilíbrio elástico, com uma linha senoidal simples como a linha de flambagem elástica

v1(z)=f_∙_sin__π__z/s.

f=A denota a amplitude indeterminada da linha elástica. Para cargas _P*__>_PK1 está de acordo com a teoria linearizada Δ≠0, ou seja, o equilíbrio não é possível lá. Somente para forças de flambagem maiores PK2 etc. será novamente Δ=0 ​​​​e, portanto, também v(z)≠0. A causa desta conclusão teórica, que não corresponde ao comportamento real, está na linearização da equação diferencial.

Flambagem de hastes prensadas compostas por duas partes

Nós nos limitamos a bastões prensados de duas partes, e para bastões prensados compostos de três ou mais partes, proporções semelhantes se aplicam.

Representação esquemática de hastes prensadas compostas por duas partes, fig. 26

Fig. 3

De acordo com o tipo de conexão transversal, as hastes treliçadas (fig. 3a) e as hastes da estrutura (fig. 3e) são diferenciadas. Sem amarrações cruzadas, cada parte do bastão dobraria sozinha (fig. 3b). Se o enchimento for relativamente fraco, então uma única haste da correia pode dobrar sem dobrar a haste como um todo. Para a haste treliçada fig. 3c pode ser comparado: esquerda para sistema articulado, direita para correias contínuas; e para a haste do quadro fig. 3f à esquerda para placas de conexão macias, à direita para placas de conexão rígidas. A partir daí pode-se perceber que a esbeltez λ__1_=s1/i1_ é ​​de grande influência. Para a parte individual da haste, I1=F1_∙_i12 está definido, s1 é o espaçamento do campo (fig. 3), i1 refere-se ao eixo 1-1 (ver fig. 4).

Geometria da seção e eixo de uma haste prensada complexa, fig. 27

Fig. 4

A força de flambagem das hastes compostas correspondente às linhas de flambagem elástica da fig. 3d, ou 3g foi objeto de exaustivas investigações teóricas. Se a haste fosse composta de seções únicas (por exemplo, com uma nervura) ou se as conexões transversais fossem tão frequentes que uma haste dobrada a partir de duas partes não diferesse em seu efeito de uma única haste, então seria σ__K_=_π__2__E/λ__y__2. Lá denota λ__y=sK/iy (fig. 4). Porém, esta tensão de flambagem não será totalmente alcançada na prática porque não existem ligações transversais suficientes para isso, e elas também são elásticas. Uma aproximação que satisfaz na maioria dos casos é obtida se colocarmos de acordo com a proposta F. Engesser\a que a tensão de flexão de uma haste prensada composta de duas partes é igual

σ__K_=_π__2__E/λ__yi__2.

λyi é a chamada esbeltez ideal.

As amarrações cruzadas devem ser em número suficiente e fortes o suficiente para forçar ambas as partes da haste a agirem juntas. Excluindo as tensões secundárias, os elos transversais permanecem sem tensão enquanto a haste permanecer reta. É somente com a flexão que eles devem receber forças e transmitir forças transversais que aumentam com a flexão. Caso seja uma linha elástica

Equação da linha de flambagem elástica, expressão 1100.1

força transversal em I=const. é igual

Q = M’ = - EI∙v’‘’.

Com fig. 5 m pode ser lido imediatamente Q(z)=PK∙v’(z). O valor mais alto na extremidade da haste é

Expressão para a maior força transversal, expressão 1100.2

Linha elástica e força transversal de uma haste composta, fig. 28

Fig. 5

As ligações transversais devem ser capazes de acomodar esta força transversal. Como a carga correspondente é a força de flambagem PK, é suficiente que o limite de carga seja atingido também nas ligações transversais - ou seja, simultaneamente com toda a haste. Obviamente, seria inútil se as ligações cruzadas fossem dimensionadas muito mais fortes do que o necessário para receber Q0. Por outro lado, ligações cruzadas muito fracas fariam com que a haste falhasse prematuramente.

A equação acima não pode ser usada desde o início porque a magnitude da flecha de flambagem é desconhecida. A barra está em equilíbrio indiferente sob PK e pode, pelo menos no primeiro grau de aproximação, assumir um valor arbitrário. É portanto útil, segundo a proposta de F. Krohn-a, para determinar a magnitude daquela flambagem maxv na qual a haste dobrada perde sua capacidade de carga devido à falha devido à flexão. Isto certamente ocorrerá se o ponto de escoamento for atingido no lado côncavo da curva (fig. 6). A flexão aumenta ainda mais e os momentos de flexão correspondentes não podem ser aplicados.

Distribuição de tensão no lado côncavo da haste dobrada, fig. 29

Fig. 6

A tensão total no lado côncavo da curva está de acordo com a fig. 6 para material plástico ideal

Expressão para a tensão máxima no lado côncavo da curva

De lá vem a maior flexão que ainda pode ser suportada

Expressão para flambagem máxima permitida, expressão 31

maxQ0 é a força transversal correspondente na extremidade da haste.

Se usado para a forma σK Tetmaier e colocar σF=3,1 t/cm2 e sK=e/2 ∙ λy correspondente a iye/2, então Krohn são valores aproximados obtidos maxQ0=F/28 (Q em t, F em cm2).

Para linhas de tensão de flambagem arbitrárias, obtemos

maxQ0=μK∙SK.

O coeficiente μK muda com a esbelteza da haste, também depende do material. Quando a equação acima é dividida pelo coeficiente de segurança contra flambagem ela pode ser escrita

dozv__Q=μ∙dozvS.

Flambagem de sistemas de linha

Em sistemas lineares, é habitual determinar para comparação o comprimento de flexão sK=β∙h de uma haste que é articulada em ambas as extremidades e cuja força de flexão PK=π2EI/s2K é igualmente grande. O “comprimento de flambagem” comparativo será fornecido para os exemplos abaixo.

a) Haste fixada em ambas as extremidades (EI=const.)

Um bastão preso nas duas pontas e sua linha elástica, fig. 33

Fig. 7

Para o caso da fig. 7 de flambagem é PK=4π2EI/h2=4,0∙PE, o “comprimento de flambagem” comparativo sK=h/2 e a linha elástica de flambagem v(z)=D(1-cos2πz/h).

b) Haste livre em uma extremidade (fig. 8)

File livre em uma extremidade, fig. 34

Sl. 8

Supõe-se que a direção de P não muda à medida que a haste dobra. Então (EI=const.)

PK=π2EI/4h2=PE/4,   sK=2h

v(z)=D(1-cosπz/2h).

As condições de contorno para a extremidade livre z=h leia aqui

M=0 ou v’’=0

Q=M’-Pv’=0 ou v’’’+a2v’=0.

c) Haste fixada em uma extremidade (fig. 9)

Vara presa em uma extremidade, fig. 35

Fig. 9

Com condições de contorno

v=0 e v’=0 para z=0

v=0 e v’’=0 para z=h

é obtido para EI=const. condição de flambagem

sin_αh - αh∙cos_αh=0_,_

ou equivalente

tgαh=αh.   (4)

As raízes desta equação transcendental são encontradas nas tabelas K. Hayashi. A menor força de flambagem está de acordo com as tabelas PK1=4,49342/h2 ∙ EI = 2,046 π2EI/h2.

O comprimento de flambagem comparativo é sK = h / √2,046 = 0,699h.

d) Haste presa em uma extremidade com desordem (fig. 10)

Fique com um determinado deslocamento da ponta e linha elástica, fig. 36

Fig. 10

Observaremos o caso de deslocamento da ponta de tamanho constante. As condições de contorno para isso são

v=0 e v’=0 para z=0,

v=v1 e v’’=0 para z=h.

É um problema de equilíbrio com uma linha elástica

Solução do problema de equilíbrio com constante D

O denominador do termo antes dos colchetes {} será zero e a flambagem aumentará acima de todos os limites se P→PK (veja condição de flambagem Eq. (4)). É característico do comportamento da haste que as curvas nas extremidades média e inferior da haste sejam inicialmente menores com o aumento da carga P e mudem de sinal apenas para cargas mais altas. Sl. 10 mostra curvas na meia altura.

e) Fixação contínua em dois campos

Haste contínua sobre dois campos e sistemas de coordenadas, fig. 37

Fig. 11

Para ambas as áreas de solução (fig. 11) aplicaremos a configuração

I_. v(z1) = A1∙sinαz1 + B1∙cosαz1 + C1∙z1 + D1,_

II. v(z2) = A2∙sinαz2 + B2∙cosαz2 + C2∙z2 + D2.

Para simplificação, seja (EI)1=(EI)2=EI. Para encontrar as oito constantes A1, …, A2, … as condições de contorno

v=0 e v’=0 para z1=0,

v=0 e v’’=0 para z2=h,

bem como condições de transição entre as áreas I e II

v=0 para z1=h e para z2=0,

v’‘(z1=h)=v’(z2=0),

v’‘(z1=h)=v’’(z2=0).

As equações condicionais são fornecidas na tabela abaixo

Tabela de equações condicionais para haste contínua, tabela 1104

Definindo que o determinante do coeficiente é igual a zero, a condição de flambagem é obtida

A condição de flambagem expressa através do módulo de elasticidade E

Comprimento de dobra sK=0,878_h_, enquanto para a fig. 35 ou β=0,699. A força de flambagem diminuiu em comparação com 2,046: 1,297 devido à adição de um segundo campo que é articulado. Se o outro campo fosse comprimido mais alto, a força de flambagem aumentaria novamente até o pico. 2,04 PE.

Esta apresentação histórica das fórmulas não é um projeto nem uma prova da estabilidade da estrutura. Os pressupostos clássicos de barra reta ideal, carga central e área elástica não incluem necessariamente imperfeições iniciais, tensões residuais, excentricidade, rigidez de ligação, não linearidade do material, estabilidade lateral nem, quando aplicável, incêndio, ação sísmica e fases de montagem. O cálculo da estrutura real deve ser feito por um engenheiro civil autorizado de acordo com regulamentos e normas válidas.